Nessa noite o estore fica sempre subido. Não vá eu adormecer. Adormecer, eu? Nesta noite? Estou demasiado excitada para adormecer!
Olho a claridade que atravessa a vidraça da janela, olho os minutos a passarem no relógio, fecho os olhos e vislumbro os cinco dias que me esperam e pelos quais ansiei o ano inteiro logo que acabou a outra peregrinação.
Na penumbra, fixo-me nos contornos do candeeiro no tecto que como eu, espera o “click” para voltar a ter “vida”.
Tranquilamente fecho os olhos e revejo todos os anos, todas as caminhadas desde a primeira vez que fui a pé a Fátima.
Já lá vão oito anos e creio que a minha peregrinação começou aí. Esta é mais uma caminhada.
Estou ansiosa! Por mim, por todos os que amo, por todos que conheço e por poder desta forma manifestar todo o reconhecimento que me foi dado. É tudo o que posso fazer para com “alguém”que nunca me abandona e que está sempre disponível para me ouvir nos bons e maus momentos, que me protege, me ilumina, me acompanha e me dá paz.
Em jeito de brincadeira costumo dizer: “a minha amiga; a minha companheira”. E é. É nela que me apoio.
Vezes há em que por qualquer razão ou em alguma ocasião sinto medo, receio, temor. Converso com Ela, convido-A a vir comigo, fico em paz e corre tudo bem. É o meu anjo da guarda.
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